Fusões e aquisições são processos complexos, que envolvem os estágios de pré-negociação, due dilligence, planejamento e implementação da integração, podendo ter entre seus atores um comprador estratégico, um vendedor ou um fundo de investimento privado.
Até mesmo neste sofisticado serviço, que considera a necessidade de conhecimento de risco e profundo entendimento do capital humano e da cultura organizacional para o sucesso no curto e no longo prazo, já é possível identificar o ESG como critério em seu desdobramento.
É preciso que a sua empresa esteja atenta a estes critérios se pensa em enfrentar um processo de compra ou fusão. Se amanhã surgir uma oportunidade ou necessidade de expansão, é estratégico estar alinhado com os critérios ESG.
“Ser ESG não é uma opção, mas um caminho obrigatório para um mundo em transformação.”
Eduardo Takahashi | Country Leader Brasil
Olhando pela lente do ESG, as empresas que têm seus desempenhos classificados pela Bolsa de Valores ou outros rankings, estão muito focadas nos impactos da sustentabilidade, a questão do meio ambiente, como elas podem reduzir a emissão de carbono e outras ações relacionadas ao clima e às comunidades.
Ser ESG não é uma opção, mas um caminho obrigatório para um mundo em transformação.
É importante notar que muitas dessas empresas ainda estão engatinhando na questão da governança, ao contrário das empresas americanas e europeias. Isso, é claro, reflete em suas ações de ESG.
Em relação à gestão de talentos, a primeira questão que surge é a da inclusão e diversidade, que está diretamente relacionada à área de bem-estar (físico, mental, financeiro e social), o respeito pelos outros, o sentimento de pertencimento (belonging), relacionamento com a família, com os amigos, com os colegas de trabalho e com as comunidades. Isso deveria fazer parte das iniciativas de ESG.
É interessante notar que o processo de aquisição de uma empresa, hoje, leva em consideração os mesmos critérios dos investidores. Serão comparadas as políticas de RH, como a empresa trata as questões de inclusão e diversidade, os possíveis desníveis de remuneração, comparação de benefícios, gastos médicos, entre outros fatores. Não é exagero dizer que estamos entrando em um tempo no qual só se comprarão empresas que estejam avançadas nas políticas de ESG.
Em um processo de M&A, é preciso olhar o RH, os riscos, as oportunidades, os processos dos benefícios, da perspectiva do due diligence, além de olhar de perto as barreiras para aquele negócio se consolidar na parte de integração, desenvolvendo o planejamento, mapeando essas situações e cuidando da implementação.